segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um pouquinho de poesia!!!

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem"




Ciranda da Bailarina, Chico Buarque

http://www.helomartins.com.br/temas/oficina-de-poesia.html

Atividades de Língua Portuguesa

Concordância Verbal I / Prof. Rosangela Ramos.
TESTE DE PORTUGUÊS – CONHECIMENTOS GRAMATICAIS

I – (UFPR) – Observe a concordância verbal:

1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo?
2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora.
3 – Os Estados Unidos são um país muito rico.
4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado.

a) Somente a frase 1 está errada.
b) Somente a frase 2 está errada.
c) As frases 2 e 3 estão erradas.
d) As frases 1 e 4 estão erradas.

2 – (UEPG – PR) - Assinale a alternativa incorreta, segundo a norma gramatical:

a) Os Estados Unidos, em 1941, declararam guerra à Alemanha.
b) Aqueles casais parecia viverem felizes.
c) Cancelamos o passeio, haja visto o mau tempo.
d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram.
e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.

3 – (UFCE) – Como a frase “fui eu quem fez o casamento”, também estão corretos os períodos abaixo:

1. Fui eu que fiz o casamento.
2. Foi eu quem fez o casamento.
4. Fui eu que fez o casamento.
8. Foste tu que fizeste o casamento.
16. Foste tu quem fez o casamento.
32. Fostes vós que fez o casamento.
64. Fostes vós quem fez o casamento.

4 – (CESGRANRIO) – Há concordância inadequada em:

a) clima e terras desconhecidas.
b) clima e terra desconhecidos.
c) terras e clima desconhecidas.
d) terras e clima desconhecido.

5 – (UEPG – PR) – Marque a frase absolutamente inaceitável, do ponto de vista da concordância nominal:

a) É necessária paciência.
b) Não é bonito ofendermos aos outros.
c) É bom bebermos cerveja.
d) Não é permitido presença de estranhos.

6 – (CESCEM – SP) – Já ... anos, ... neste local árvores e flores. Hoje, só ... ervas daninhas.

a) fazem/havia/existe
b) fazem/havia/existe
c) fazem/haviam/existem
d) faz/havia/existem


7 – (UFPR) – Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater, consertar e haver nas frases abaixo, são usadas na concordância correta?

- As aulas começam quando ... oito horas.
- Nessa loja ... relógios de parede.
- Ontem ... ótimos programas na televisão

a) batem – consertam-se – houve
b) bate – consertam-se – havia
c) bateram – conserta-se – houveram
d) batiam – conserta-se-ão – haverá

8 – (UFV-MG) – Em todos os itens o pronome SE é apassivador, EXCETO:
a) Sabe-se que ele é honesto.
b) Organizou-se, ontem, esta prova.
c) Não se deverá realizar mais a festa.
d) Nada mais se via.
e) Assistiu-se à cerimônia inteira.

9 – (PUCCAMP-SP) – “Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande”.
A oração destacada é:
a) Subordinada adverbial causal.
b) Subordinada adverbial concessiva.
c) Subordinada adverbial condicional.
d) Subordinada adverbial consecutiva.
e) Subordinada adverbial comparativa.

1O – (UFPR) – Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse.
A oração em destaque é:
a) subordinada substantiva subjetiva.
b) subordinada substantiva completiva nominal.
c) subordinada substantiva predicativa.
d) subordinada adverbial causal.
e) subordinada adjetiva explicativa


GABARITO:
1D // 2B.C // 3-89 // 4C //  5A // 6D // 7A / /8E // 9B // 10B.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O USO DE BLOGS EDUCACIONAIS COMO PROPOSTA DE APOIO AO ENSINO DE PRODUÇÃO TEXTUAL EM LÍNGUA PORTUGUESA NO PROEJA

Trabalho apresentado como TCC do curso de Especialização em PROEJA, no IFRJ, em agosto de 2010.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Sou só dúvidas!!!!"

Preciso terminar o artigo do meu TCC sobre o uso do Blog em sala de aula e , simplesmente não consigo começar!
inacreditável!!!!
Alguém me dá uma luz????
tudo que eu quero é começar!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Velas Içadas...


(Ivan Lins e Vitor Martins)

Seu coração
É um barco de velas içadas
Longe dos mares do tempo
Das loucas marés
Seu coraçãoÉ um barco de velas içadas
Sem nevoeiros, tormentas
Sequer um revés
Seu coração
É um barco jamais navegado
Nunca mostrou-se por dentro
Mostrando os porões
Seu coração é um barco
Que vive ancorado
Nunca arriscou-se ao vento
Às grandes paixões
Nunca soltou as amarras
Nunca ficou à deriva
Nunca sofreu um naufrágio
Nunca cruzou com piratas
E aventureiros
Nunca cumpriu o destino
Das embarcações

Mario Quintana - Grande Mestre


Mário Quintana – Por ele mesmo

Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade. Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu… Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.

Mario Quintana






quarta-feira, 27 de maio de 2009

O papel das tecnologias na Escola


O papel das tecnologias na escola

Hoje, ser cidadão, no sentido pleno da palavra, pressupõe ser capaz de utilizar recursos das novas tecnologias. Acessar informações, utilizar serviços, comunicar-se rapidamente são algumas exigências que requerem das pessoas o domínio de diferentes linguagens e tecnologias.
No Brasil, a luta pela inclusão social da grande maioria da população brasileira está necessariamente relacionada às questões de uma educação de qualidade para todos. O sistema público de ensino atende mais de 50 milhões de crianças e jovens, e é principalmente a escola a instituição responsável pelo desenvolvimento intelectual e social do cidadão. Cabe a ela, portanto, criar condições para o acesso dos alunos não só aos conhecimentos básicos da leitura e da escrita, das ciências e das artes, mas também às novas tecnologias.
Essa é uma necessidade que implica novos equipamentos e novas práticas educativas. Utilizar o computador, acessar a Internet são alguns requisitos básicos desse momento, de um processo de ensino aprendizagem de qualidade: um grande desafio para os gestores dos sistemas públicos de ensino e para os educadores.
A Internet é uma rede mundial de comunicação na qual é possível encontrar conteúdos de diferentes áreas do conhecimento, em diversos idiomas. Esse fato, no campo da ciência, por exemplo, contribui enormemente para o desenvolvimento da pesquisa, pois conecta estudiosos do mundo todo, eliminando barreiras de espaço e tempo, facilitando o acesso e a troca de informações, para citar apenas uma das possibilidades.
Na Educação, o uso da Internet potencializa o aprendizado cooperativo: o aluno aprende com seus pares e o educador orienta, media e anima o processo de construção do conhecimento. Com isso, cria-se oportunidade para o trabalho em rede e o desenvolvimento da capacidade de cooperar, aprender, acessar e produzir informação.
Na verdade, a Internet é uma importante ferramenta na dinâmica de trabalho do educador. A riqueza de materiais armazenados, as informações atualizadas, as possibilidades de interação e de produção permitem o desenvolvimento de diversas atividades com os alunos. É possível, por exemplo, construir roteiros cognitivos partindo da seleção, do recorte e da edição de informações coletadas na rede. O aluno pode não só pesquisar, mas também discutir um trabalho coletivamente ou ser orientado a distância pelo professor e ainda publicar resultados de projetos ou produções.
Essas vantagens do uso das TICs , no entanto, não estão ainda disponíveis para a maior parte dos brasileiros. No Brasil, menos de 10% da população têm computadores com acesso à Internet em casa. Não existem pontos de atendimento comunitários suficientes para que todos possam desfrutar dos recursos que a Internet oferece. Nesse contexto, a maioria dos jovens brasileiros terá acesso ao mundo digital se suas escolas estiverem informatizadas, conectadas à Internet e se os educadores souberem utilizá-la com propriedade.
Os governos municipais, estaduais e federais têm investido na informatização das escolas da rede pública. Embora seja um esforço significativo, apenas a informatização das escolas não basta, uma vez que é preciso uma política de formação dos educadores para que essas novas tecnologias possam ser aproveitadas no processo de ensino e aprendizagem.
O uso de novas tecnologias na escola altera a dinâmica de trabalho em diferentes aspectos, desde a presença dos recursos necessários até a possibilidade de inversão de papéis entre educador e aluno. Para essas mudanças, boa vontade e disposição do educador, apesar de indispensáveis, não bastam. Há que se pensar em alternativas que possam apoiar e formar os professores, incluindo-os digitalmente e oferecendo condições para que eles possam se apropriar dessas linguagens, certamente um grande desafio.




Referência:
Fonte: Márcia Padilha Lotito - CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
http://www.abed.org.br/congresso2005/por/pdf/104tcc1.pdf